quinta-feira, 24 de julho de 2014

Construção de Centro Administrativo vai transformar o Centro de BH

Proposta do arquiteto Gustavo Penna vence concurso nacional promovido pelo município. Sustentabilidade é característica do edifício a ser erguido no estacionamento da rodoviária.

Privilegiar o uso do transporte coletivo, embelezar a Região Central e recuperar um eixo importante da Avenida Afonso Pena. Esses são os principais requisitos do projeto que ganhou o concurso elaborado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para o seu Centro Administrativo. No resultado anunciado ontem, a proposta vencedora é do arquiteto Gustavo Penna, escolhida em meio a 80 outras de profissionais de todo o país. Ainda sem data do início da construção, a nova sede do poder público municipal será erguida onde hoje é o estacionamento da rodoviária, na Praça Rio Branco.

O prédio terá 75 mil metros quadrados, 18 andares e vai abrigar entre 8 mil a 10 mil servidores municipais. Ele terá apenas 300 vagas de estacionamento, pois a ideia é estimular o uso do transporte coletivo. O atual prédio da rodoviária funcionará como terminal de integração de modais e será a principal área de integração do transporte público.

De acordo com o secretário Municipal de planejamento e gestão, Vítor Valverde, já foi publicado o processo de manifestação de interesse (PMI), por meio do qual a prefeitura vai conhecer possíveis parceiros. Está também em elaboração o plano de operação do Centro Administrativo, que vai prever o funcionamento da nova sede do administrativo municipal e o que será estabelecida na parceria público privada (PPP), modalidade escolhida para dar andamento à obra. Depois dessas fases, será aberta licitação para construção do prédio.

O secretário disse ainda que o projeto é resultado de estudos da prefeitura que levaram mais de um ano e contou com consultoria externa do ponto de vista da viabilidade econômica e da definição do local, entre outros fatores. Segundo ele, o Centro Administrativo não será inaugurado nessa gestão, que vai até o fim de 2016: “Nosso legado é no aspecto da economia, da eficiência e do estabelecimento de nova dinâmica de funcionamento da prefeitura”.

Segundo o secretário Adjunto de Planejamento Urbano, Leonardo Castro, a proposta de se fazer o Centro Administrativo na região da rodoviária foi um desafio por se tratar de área sensível da capital. “Por isso, veio a calhar o modelo de concurso nacional, capaz de trazer as mais variadas formas de ocupação, com a preocupação de valorização urbanística da área e a recuperação do eixo da Avenida Afonso Pena no cenário da capital”.

O coordenador da comissão julgadora do concurso, o arquiteto José Júlio Vieira, acrescentou que a comissão optou por premiar propostas não apenas voltadas para a necessidade da administração pública, mas pensadas para a cidade e a população. “O projeto escolhido tem personalidade marcante e desenvolve relação positiva com o entorno, além de cumprir todos os requisitos técnicos, entre eles sustentabilidade ambiental, relação com os prédios vizinhos e inserção urbana”.

A proposta vencedora, no entanto, não é a versão definitiva. Será preciso elaborar ainda um projeto básico e um executivo. A comissão julgadora recomendou a revisão de alguns pontos, como circulação, pavimentos, acesso ao metrô e aos estacionamentos, o detalhamento da estrutura de passarelas e ciclovias, da circulação de veículos no entorno e o desenvolvimento de um sistema de controle de segurança.

Estimado em, no máximo, R$ 450 milhões o prédio terá ciclovias e ligação com o terminal rodoviário. A estação do metrô da linha 3 (Savassi/Lagoinha), estacionamentos e auditório serão construídos no subsolo, embaixo da Praça Cívica, um espaço para uso da população e acesso ao terminal rodoviário e ao prédio do Centro Administrativo.

Uma estrutura de 20 metros de altura vai sustentar a edificação e ligá-la à praça. Também está prevista a revitalização do entorno. Pela proposta, um parque urbano sairá da rodoviária, passando pela Lagoinha, até a Praça do Peixe, no bairro Bonfim, na região Noroeste de BH. De acordo com o arquiteto José Júlio Vieira, a ideia é que o pedestre saia da Praça Rio Branco e vá a pé até a Lagoinha, sem cruzar qualquer rua. “A Praça Rio Branco e o prédio da rodoviária são tombados pelo patrimônio. Por isso, é importante garantir que a edificação dialogue com esse entorno e preveja a sua revitalização”.

Fonte: Estado de Minas

terça-feira, 22 de julho de 2014

Nova norma de concreto de cimento Portland está em consulta nacional até 12 de setembro

Texto determina requisitos de preparo, controle, recebimento, aceitação, armazenagem e empilhamento do material



Está em consulta pública até o dia 12 de setembro a NBR 12655 - Concreto de Cimento Portland - Preparo, Controle, Recebimento e Aceitação - Procedimento, revisada pelo Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados (CB-18), da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A norma determina requisitos básicos para as propriedades do concreto fresco e endurecido, suas verificações e composição, preparo, controle e recebimento do material.
O texto apresenta ainda aos profissionais responsáveis pelo projeto estrutural, execução da obra, recebimento, aceitação e preparo do concreto as formas ideais de manuseio, armazenagem e empilhamento dos materiais. A nova norma substitui, inclusive, a atual NBR 12654 - Controle Tecnológico de Materiais Componentes do Concreto - Procedimento.
Os interessados poderão fazer sugestões e recomendações ao CB-18 através do site da ABNT.
Fonte: téchne

terça-feira, 13 de maio de 2014

Auditoria de Manutenção - MIP Edificações


Parabenizamos a MIP Edificações pelo sucesso na auditoria externa de manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade, frente a NBR ISO 9001 e SiAC do PBQP-H. 

A auditoria foi realizada pela SAS Certificadora onde foram apontados como pontos fortes o comprometimento dos colaboradores com o SGQ.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Novas Regras para a Construção


Em vigor desde o dia 18 de abril, a Norma 16.280, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que determina novas regras para as obras em edifícios residenciais ou comerciais - já motiva desconfiança sobre sua efetividade. O objetivo da nova normatização é aumentar a segurança na construção civil.

Em 2012, foram registrados 62 mil acidentes. Uma das críticas à norma, contudo, é que a norma não define meios de fiscalização. Apesar da obrigatoriedade de apresentação do projeto arquitetônico as prefeituras, não é necessário detalhar a estrutura técnica, que envolve a parte elétrica e de vigas, o que garantiria mais segurança aos projetos. Para Ricardo Medina, especialista em construção civil do escritórioL.O. BaptistaSVMFA, o positivo é que, apesar da falta de fiscalização, as empresas deverão adotar uma postura diferente no aspecto da segurança, em função das maiores chances de punições em casos de sinistro. "Por ser da ABNT, a norma traz um caráter importante de recomendação. Logo, as empresas tendem a observá - la e levar em conta os novos critérios, mais rigorosos do ponto de vista técnico e jurídico. Se houver um acidente, a empresa irá alegar que seguiu todas as orientações da ABNT. 

A norma exige que as reformas sejam desempenhadas única e exclusivamente por empresas capacitadas e especializadas". No caso das construções com até cinco anos, será necessário consultar o engenheiro ou construtora responsável pela obra sobre alterações. Para as edificações mais antigas, um engenheiro ou arquiteto deverá fazer uma vistoria na obra, achar os projetos originais e definir se ela é possível ou não. As incumbências do síndico vão aumentar: ele deverá exigir o laudo técnico e encaminhar para uma reavaliação técnica e jurídica. O técnico é quem irá dizer se a obra está aprovada ou não. Outra crítica é contra o que seria a burocratização excessiva gerada pela norma, o que eleva os custos dos projetos. "Algumas reformas são simples. E, muitas vezes, o pessoal de menor renda não vai ter condições de segui-la, pela exigência da empresa especializada", comenta Medina. Outra transformação importante é que os síndicos terão a responsabilidade de aprovar a obra, a partir do parecer de um profissional habilitado. Expedito Arena, sócio-fundador da Rede Casa do Construtor, avalia essa mudança como positiva, visto que, em muitos casos, os moradores não têm acesso ao regulamento. Contudo, ele ressalta as dificuldades desse controle. "A decisão fica nas mãos de um cidadão comum. Geralmente, um leigo. Nós deveríamos pensar em cursos de capacitação em nível nacional. Não só para as obras, mas para todos os aspectos que costumam gerar debates, como a instalação de ar - condicionado". 

Apesar de normas técnicas se tornarem obrigatórias apenas após regulamentação, os especialistas avaliam que são importantes antes mesmo da regra oficial, por aumentar responsabilidades em caso de acidentes. "Em construções populares, têm-se usado muito o projeto de alvenaria armada. São blocos estruturais, sem vigas e pilastras. Cada um dos tijolos tem uma função estrutural. Se um leigo resolve abrir uma porta na parede, pode derrubar um prédio inteiro. Por isso, o acompanhamento de um profissional é necessário", comenta Expedito. 

Fonte: FAEA MG